Distúrbios Alimentares

Os distúrbios alimentares provocam desgaste físico, psicológico e emocional que afeta diretamente a produtividade 

Os distúrbios alimentares são doenças do foro psicológico que conduzem a comportamentos alimentares radicais. Existe a crença de que os distúrbios alimentares são uma escolha relacionada com o estilo de vida. As perturbações alimentares causam distúrbios severos no comportamento alimentar do indivíduo e podem ser fatais. Obsessões com comida, forma e peso corporal são sinais de uma perturbação alimentar. As perturbações alimentares mais comuns são anorexia nervosa, bulimia nervosa e perturbação de compulsão alimentar. Após a realização de diversos estudos, investigadores conseguiram identificar uma complexa interação entre variáveis genéticas, biológicas, comportamentais, psicológicas e sociais que podem potenciar estes distúrbios. Um dos principais problemas deste tipo de patologias é que o doente não admite que tem uma doença. Por isso, é essencial que amigos e familiares estejam atentos e sejam capazes de identificar os primeiros sinais. Os distúrbios alimentares afetam, não só a saúde da pessoa, mas também a dinâmica social, familiar e profissional. 

Vários bolos a serem apertados com uma fita métrica, simboliza distúrbios alimentares

Impacto na Organização

Atualmente, os distúrbios alimentares são considerados a doença psiquiátrica mais letal. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, 70 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de algum tipo de distúrbio alimentar e o índice de mortalidade daí decorrente vai dos 18% aos 20%. Em Portugal, estima-se uma prevalência de anorexia nervosa na ordem dos 0,3% a 0,4%, ocorrendo 90% dos casos no género feminino. O impacto destes distúrbios no colaborador passa por um decréscimo dos níveis de bem-estar e energia, aumento do stress, baixa de autoestima e maior tendência ao isolamento social e depressão, o que leva a uma diminuição de performance laboral. É importante que as organizações percebam o impacto negativo causado por estes distúrbios e tomem ações no sentido de prevenir e sinalizar as pessoas que necessitam de apoio, numa ótica de inclusão social e/ou organizacional. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *