Violência doméstica

A violência doméstica deixa marcas traumáticas que afetam negativamente a pessoa, a sua família e a organização onde trabalha

A violência doméstica define-se por qualquer conduta ou omissão de natureza criminal que inflija sofrimentos físicos, sexuais, psicológicos ou económicos, de modo direto ou indireto, a qualquer pessoa que resida habitualmente no mesmo espaço doméstico ou que, não residindo, seja cônjuge ou ex-cônjuge, companheiro/a ou ex-companheiro/a, namorado/a ou ex-namorado/a, progenitor de descendente comum, ascendente ou descendente. Desde a década de 50, a Organização das Nações Unidas (ONU)  iniciou esforços contra a violência doméstica, ainda assim, este é um flagelo da sociedade atual e moderna. A violência doméstica pode afetar as pessoas de modo diferente e desencadear reações diversas. São exemplos comuns: o pânico, o medo de morrer, a constante sensação de terror, de viver em sobressalto, em constante alerta. Existem ainda múltiplas consequências de caráter físico, psicológico e social que se manifestam após a vitimização.  Todavia, a vítima não é a única pessoa em sofrimento. As testemunhas, familiares e amigos também podem ser afetados.

Homem com punho cerrado e postura agressiva para a sua mulher, simboliza violência doméstica

Impacto na Organização

Em Portugal, estima-se que tenham havido 32 000 ocorrências de violência doméstica apenas em 2016, reforçando a importância de atender a esta realidade. As consequências físicas provocadas na vítima incluem, não apenas os resultados diretos das agressões, mas também respostas do corpo ao stress a que foi sujeito. Todos os danos causados nas dimensões física, psicológica e social estão diretamente relacionadas com a capacidade laboral do indivíduo. A produtividade será a área mais afetada devido, não só ao aumento do absentismo, mas também ao sentimento de perda de autoconfiança, auto-estima e capacidade decisória. As organizações devem estar sensibilizadas para identificar e gerir este problema atempadamente.

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